Constantes crises internas vêm fragilizando o PSD paraibano para estas eleições. Entenda os casos!

‘Clima tenso no PSD’, essa pode ser a melhor definição de como anda o partido administrado no Estado pelo prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues. Nos últimos meses, não há um só mês que não apareça uma nova polêmica envolvendo uma crise interna na sigla. A mais recente trouxe que neste domingo (14.06), o vereador campinense aliado do prefeito Pimentel Filho (PSD) cobrou a lista de beneficiados da Secretaria de Ação Social da PMCG, que cujo é administrada por indicados da ex-secretária da atual gestão Eva Gouveia do PSD.

Na última semana, Pimentel elevou o tom da cobrança, diante do não atendimento da solicitação: “Fui eleito pelo povo para pedir informações”. Eva Gouveia é pré-candidata a vereadora pelo PSD nestas eleições e que indicou seu adjunto (Maésio Tavares) para assumir a pasta desde a sua saída para concorrer ao legislativo municipal. A SEMAS é uma das pastas que vem recebendo mais recursos do Governo Federal em virtude da pandemia do novo coronavírus, além de integrar a gestão de Romero do PSD.

 Outras crises no PSD-PB – Recentemente a presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, vereadora Ivonete Ludgério (PSD), ao reconhecer que apesar do seu esposo, deputado Manoel Ludgério (PSD), continuar na disputa pelo cargo de prefeito de Campina Grande este ano, a mesma admitiu que o deputado não terá o apoio do grupo Cunha Lima e nem do prefeito Romero Rodrigues que também é presidente estadual do PSD.

Com as sinalizações do prefeito, de não apoiar um candidato da sua sigla e viabilizar a pré-candidatura do PSDB na pessoa do seu secretário de planejamento e deputado estadual licenciado Tovar Correia Lima, ou mesmo tendo filiado recentemente o ex-deputado e ex-secretário Bruno Cunha Lima ao PSD, restou a Ivonete manter a postulação isolada de Manoel, visualizando a possibilidade da família Luddgério emplacar alguém na chapa do PSDB a prefeitura de Campina Grande.

Segundo Ivonete, o grupo liderado pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD) e pelo ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) deveria usar critérios como experiência, fidelidade e antiguidade para escolher o nome do grupo. Ivonete defendeu o nome do marido, mas disse que em não sendo Manoel o escolhido como candidato governista, vai requerer ao grupo, elementos que mostre a inviabilidade dele. “Se o grupo achar que o candidato não deve ser ele, tem que mostrar que o candidato escolhido tem potencial para juntar todos esses, pois em uma guerra não se pode perder um soldado ou uma ‘soldada’. Isso pode desfavorecer a eleição”, avisou.

PSD da capital – Outra crise no PSD recente veio por parte do diretório municipal da legenda na capital, que perdeu sua presidente a vereadora Raissa Lacerda que trocou a sigla pelo Avante do deputado estadual Genival Matias, por segundo ela, sentir-se abandonada pela sigla nas suas pretensões nestas eleições.

Redação