Conheça a história da Bruma Leve, a mais nova e saborosa cachaça de alambique da Paraíba

Está chegando ao mercado de bebidas paraibano a mais nova cachaça de alambique da região. A Bruma Leve, que é fabricada em Campina Grande – mais precisamente no distrito de Galante – , é uma cachaça de fabricação artesanal, nos moldes em que são produzidas as paraibanas e mineiras, conhecidas como as melhores do Brasil.

Um dos responsáveis pelo empreendimento, o engenheiro mecânico Rômulo Martins, concedeu entrevista ao programa Paraíba Atualidade, da Rede Paraíba Unida de Rádios, e contou a história da Bruma Leve.

O COMEÇO
Rômulo, natural de Mossoró-RN, foi para Campina Grande fazer o curso de Engenharia Mecânica na UFCG (Universidade Federal de Campina Grande). Do convívio na cidade, teve oportunidade de experimentar as cachaças de alambique produzidas nos engenhos instalados em cidades da região do Brejo paraibano, a exemplo de Alagoa Nova, Areia e Alagoa Grande, entre outras.

Ele conta que ficou impressionado com a diferença entre os sabores das aguardentes que tomava na sua cidade de origem e das chamadas ‘brejeiras’, que passou a conhecer na Rainha da Borborema. Rômulo resolveu então compartilhar a ‘descoberta’ com os amigos de Mossoró, que também passaram a ser consumidores da boa cachaça de alambique. Daí em diante todas as vezes em que voltava de férias para a terra natal, tinha a obrigação de ir até a cidade de Areia, comprar e levar na bagagem algumas garrafas de cachaça.

Logo que concluiu seu curso e surgiu mais ‘tempo livre’, veio a ideia de produzir a própria cachaça, para a qual contou com a parceria do comerciante Joaquim Campos, proprietário de uma distribuidora de bebidas na Feira Central de Campina Grande, seu sócio no empreendimento.

O PROJETO
Durante dois anos eles se dedicaram a cuidar do planejamento, que consistiu em elaborar o projeto da fábrica, passando pela seleção de equipamentos e montagem. Durante esse tempo, Rômulo ganhou estrada rumo ao estado de Minas Gerais, onde foi fazer um curso de técnica de produção de cachaça, e passou a ‘devorar’ toda a literatura disponível sobre o assunto. O objetivo dos dois empreendedores era chegar a um nível de excelência nos trabalhos e na qualidade final do produto. E conseguiram.

A proposta inicial de Rômulo e Joaquim era a composição de uma minifábrica. Aconteceu que um fornecedor de equipamentos foi conhecer de perto o projeto e vendo a seriedade com que os dois sócios trabalhavam, convenceu-os a fazer um investimento maior e marcar presença no mercado.

Foi então que Rômulo e Joaquim adquiriram um alambique de 600 litros e partiram de vez para concretizar o projeto. Firmaram parceria com um produtor de cana-de-açúcar de Alagoa Grande, que passou a fornecer a matéria prima.

O NOME
Como não podia deixar de ser, se tudo até então foi cuidadosamente projetado, a apresentação da Bruma Leve merecia cuidados mais que especiais. Rômulo Martins declarou que eles consumiram mais tempo para escolher o nome e criar o rótulo do que já havia passado.

O agradabilíssimo clima serrano de Campina Grande inspirou Rômulo. A cerração que cobre os pontos mais altos da cidade em dias de outono e inverno forneceu o nome da mais nova cachaça paraibana: Bruma.

Mas faltava um sobrenome, revelou Rômulo. Só que esse já estava dado. Como a Bruma possui uma associação de sabor com o aroma que inspiram leveza e suavidade, eis o sobrenome: Leve.

O próximo passo foi a criação do rótulo, cuja iconografia vem a ser uma espécie de resumo de toda essa história. A paisagem arejada da serra, com traços que indicam vento; o numeral 20 referindo a primeira safra (2020) da cana-de-açúcar usada na produção inaugural; a flor-de-lis, tradicionalmente usada como símbolo da alquimia (prática medieval conhecida como “Química da Idade Média”, que consistia na transformação de um elemento da natureza em uma segunda substância); e o slogan “Única Entre Muitas”, tradução do latim “Solum Inter Plurima”, lema do brasão de Campina Grande.

A BRUMA LEVE
De chegada, a Bruma Leve já pode ser incluída no time das melhores cachaças de alambique produzidas em solo paraibano. Ela é feita da parte chamada “coração” da cana-de-açúcar, de onde se extrai o caldo mais doce e suave da planta.

A versão cristal passa por armazenamento e “descanso” em barris de inox, que por ser um material inerte, não acrescenta qualquer “peso” químico ao produto. É isso, relata Rômulo, que garante a suavidade da Bruma Leve, que possui 42% de graduação alcoólica.

A garrafa de 600 ml (novas embalagens já estão a caminho) possui tampa estilo rolha, que permite melhor conservação da bebida depois de aberta.

O ENGENHO
O engenho da Bruma Leve localiza-se na fazenda Floresta, que fica às margens da BR 230, no distrito de Galante. Tanto para fazer pedidos como para visitação do local, o contato pode ser feito através do Instagram, no perfil @cachacabrumaleve ou pelo fone 83 9 99706096.